I. LÍNGUA
scripta
doctrina
exercitia
pelliculae
Fórum romano
A fortaleza de Massada
A rampa para invadir Massada
tabulae
scripta
III. COMMENTARII
Na seção Comentários, abaixo, você deve registrar suas observações e dúvidas acerca dos assuntos discutidos neste capítulo. Suas contribuições são fundamentais para sua aprendizagem. Interaja com seus colegas e com o professor.

Masada est arx antiqua in Iudaea, prope Mare Mortuum. Arx est locus bene protectus et in monte alto stat. Rex Iudaeae, Herodes Magnus, eam aedificavit. Postea Romani Masadam oppugnaverunt. Multi Iudaei in arce erant. Dux eorum erat Eleazar ben Yair. Cum Romani arcem capere possent, Iudaei capti esse noluerunt. Itaque sibi mortem dederunt. Hodie Masada locus historicus clarus est. Multi homines eam visitant.
ResponderExcluirSALLES, Catherine. Nos submundos da antiguidade. São Paulo: Editora Brasiliense, 1982. Cap. 7.
ResponderExcluirPARTE 1
I.
O Fórum Romano
“Indicarei onde poderás encontrar, sem demasiado esforço, os homens que procuras, sejam perversos ou virtuosos, honestos ou velhacos. Queres encontrar um perjuro? Aproxima-te da tribuna das arengas. Um mentiroso ou um fanfarrão? Vai ao templo de Vênus Cloacina. Maridos ricos, pródigos com o seu dinheiro? Encontrá-los-ás junto à Basílica. Ali também encontrarás prostitutas envelhecidas e aquelas que alugam o próprio corpo mediante contrato. Os que andam à procura de comida reúnem-se no mercado de peixe. Na parte baixa do Fórum passeia a gente honesta. No centro, perto da Cloaca Máxima, ficam os que procuram enganar os outros. Os insolentes, os tagarelas e os ciumentos encontram-se perto do Lago Cúrcio, todos eles falando mal do próximo quando poderiam falar bem. Perto das Lojas Velhas encontram-se os cambistas e os usurários. Atrás do templo dos Dióscuros estão aqueles em quem não se pode confiar. Na Rua dos Toscanos encontram-se homens que vendem o próprio corpo. No Velabro estão os padeiros e os açougueiros, os adivinhos, os que se prostituem e os que oferecem prostitutas. Em Leucádia Ópia encontram-se maridos ricos e pródigos.”
II.
Essa digressão presente em uma comédia de Plauto constitui uma passagem curiosa, na qual o poeta evoca, de forma breve e condensada, a intensa movimentação que podia ser observada, no início do século II a.C., no Fórum Romano. Sob a aparência de uma enumeração satírica, ele oferece, na realidade, uma ideia bastante precisa daquilo que representava o centro da vida romana pouco depois da Segunda Guerra Púnica. Era no Fórum que se realizava a maior parte das atividades políticas; nele se encontravam os monumentos mais venerados da religião romana; e era também ali, enfim, que se efetuavam transações de toda natureza, desde as mais honestas até as mais obscuras.
SALLES, Catherine. Nos submundos da antiguidade. São Paulo: Editora Brasiliense, 1982. Cap. 7.
ResponderExcluirParte 2
I.
O Fórum republicano e sua organização urbana.
Homens públicos, artesãos e comerciantes, tagarelas, estelionatários e batedores de carteira, parasitas, homens e mulheres que se ofereciam à procura de clientes, todos se acotovelavam nessa praça pública. A multidão era compacta, pois a superfície do Fórum era reduzida, com cerca de cem metros de comprimento por sessenta de largura.
II.
O Fórum republicano conservaria, durante séculos, a singularidade de não obedecer a nenhuma norma arquitetônica definida. Os demais fóruns da cidade, construídos durante a época imperial, assim como aqueles que as cidades provinciais ergueram à imitação de Roma, apresentavam-se como conjuntos coerentes, cujos monumentos, harmonicamente dispostos em torno de um eixo central, correspondiam aos critérios estéticos provenientes do Oriente helenístico. Em contrapartida, o traçado caprichoso do Fórum Romano e o acúmulo aparentemente desordenado de edifícios em sua área ainda hoje surpreendem o visitante.
III.
Entretanto, era nesse espaço restrito que se concentrava toda a vida de Roma: trabalho e lazer, sofrimento e prazer. A multidão cosmopolita e ruidosa que, a qualquer hora do dia e da noite, se reunia nessa modesta praça pública contribuía para transformá-la em um espetáculo incomparável.
IV.
Reuniões políticas, campanhas eleitorais, motins sangrentos, cerimônias religiosas, sacrifícios solenes e cortejos triunfais, tudo acontecia no Fórum, em meio às bancas de peixe, carne e verduras, ao barulho dos pequenos artesãos, dos oleiros, joalheiros e cambistas.
V.
Nos primórdios de Roma, aquele local não passava de um terreno pantanoso utilizado como cemitério. Ainda na época clássica permanecia um vestígio desse passado: o diminuto Lago Cúrcio, situado no centro da praça. No século VI a.C., graças à drenagem do pântano e ao calçamento do terreno, o lugar tornou-se habitável e transformou-se no centro da vida romana.
VI.
Delimitado pela Via Sacra, ao norte, e pela Via Nova, ao sul, o Fórum compreendia os principais centros da vida política: a Cúria, onde se reunia o Senado; o Comício (Comitium), onde se realizavam as assembleias eleitorais; e os Rostros, a tribuna das arengas, de onde os oradores — "perjuros" e especialistas em falsas promessas, segundo Plauto — pronunciavam seus discursos.
VII.
Em torno de toda a praça erguiam-se edifícios sagrados: o templo de Saturno, o templo dos Dióscuros (Castor e Pólux), o santuário circular de Vesta, a Casa das Vestais e a residência do Pontífice Máximo, chefe da religião oficial.
VIII.
Tudo isso corresponde à imagem solene do Fórum Romano transmitida pelos manuais escolares, e parece muito distante do universo ambíguo dos prazeres. Entretanto, assim como ocorria na Ágora de Atenas, todos esses elementos se combinavam para criar as condições ideais para o florescimento de uma vida paralela. De fato, as atividades comerciais, concentradas nas ruas que conduziam ao Fórum, favoreciam o constante vaivém de pessoas e os encontros das mais diversas naturezas.
SALLES, Catherine. Nos submundos da antiguidade. São Paulo: Editora Brasiliense, 1982. Cap. 7.
ResponderExcluirParte 3
I.
O comércio, a prostituição e as ruas adjacentes ao Fórum.
Ao norte e ao sul, a praça era ladeada pelas Lojas Velhas (Tabernae Veteres) e pelas Lojas Novas (Tabernae Novae), que, na época de Plauto, ainda eram ocupadas por açougueiros, peixeiros e vendedores de frutas e verduras. Havia também bancas de cambistas e de ourives, em torno das quais circulavam prostitutas e alcoviteiros, sempre atentos ao aparecimento de algum cliente abastado.
II.
Eram, sobretudo, as ruelas que desembocavam no Fórum que desfrutavam de má reputação: a Rua dos Toscanos (Vicus Tuscus), o Argileto, que conduzia ao bairro da Subura, a Rua dos Vendedores de Incenso (Vicus Turarius) e a Rua dos Fabricantes de Jugos (Vicus Iugarius). Nessas vielas concentravam-se perfumistas, joalheiros, sapateiros e barbeiros, cujos estabelecimentos mal disfarçavam outras atividades comerciais, bem mais clandestinas.
III.
Essas ruas constituíam um dos principais territórios de caça das prostitutas. Era, naturalmente, nas proximidades das bancas dos joalheiros e dos cambistas — locais onde o dinheiro circulava com maior intensidade — que os fornecedores de prazeres se mostravam mais numerosos.
IV.
“Há quase mais lenões (traficantes de escravos) e prostitutas instalados permanentemente ao redor das bancas dos banqueiros do que moscas sob o sol do meio-dia”, exclama um personagem de uma comédia. “É impossível contá-las, pois creio que há mais rameiras do que balanças de cambistas.”
V.
A nordeste do Fórum, muito perto da Régia, residência do Pontífice Máximo, foram descobertos vestígios arqueológicos de um lupanar, talvez pertencente à própria Leucádia Ópia, de quem Plauto afirma que arruinava os maridos ricos. Trata-se da melhor prova de que, em Roma, o sagrado e o profano conviviam sem qualquer dificuldade. Bem próximo dali, uma pequena hospedaria devia desempenhar função semelhante.
VI.
Recordemos, por fim, que o Fórum era atravessado de um extremo ao outro pela Cloaca Máxima, o grande coletor de esgoto, que ainda permanecia descoberto na época de Plauto. O cheiro dos excrementos, os odores de peixe e de carne, os perfumes intensos provenientes das bancas dos perfumistas e a fumaça das cozinhas ao ar livre produziam uma mistura de emanações penetrantes — muitas vezes pestilentas — inseparável da imagem do Fórum Romano tal como devemos imaginá-lo no tempo de Plauto. Igualmente difícil é imaginar o ruído incessante que dominava o lugar desde o amanhecer até o pôr do sol. Embora ainda suportável para os contemporâneos de Plauto, esse barulho transformar-se-ia em um verdadeiro flagelo durante a época imperial.
SALLES, Catherine. Nos submundos da antiguidade. São Paulo: Editora Brasiliense, 1982. Cap. 7.
ResponderExcluirParte 4
I.
A tudo isso somavam-se a poeira, a lama das vielas que desembocavam na praça e os constantes aglomerados em torno dos homens públicos, sempre acompanhados por seus séquitos de clientes. Formava-se, assim, um verdadeiro turbilhão que aturdia os cidadãos vindos da zona rural do Lácio para cumprir seus deveres eleitorais. Em razão de sua ingenuidade campesina e do deslumbramento provocado pela intensa movimentação urbana, tornavam-se presas fáceis dos mais diversos tipos de estelionatários que infestavam o Fórum.
II.
Ao acaso do passeio, encontravam-se ainda charlatães, adivinhos, bufões, anunciadores da boa fortuna e toda sorte de marginalizados que buscavam ali o sustento cotidiano. O Fórum constituía, em suma, uma combinação singular. Imaginemos reunidos, em um mesmo espaço, a Câmara dos Deputados, a Catedral de Notre-Dame, os estabelecimentos noturnos de Pigalle e o mercado de Les Halles. Essa era, aproximadamente, a imagem oferecida pela praça mais frequentada de Roma em meados do século II a.C.